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publicada em 13/03/2018 00:08:17 • atualizada em 13/04/2018 12:23:35
A Mariana que não devemos esquecer!
Talvez alguns já tenham se esquecido que, em novembro de 2015, aconteceu o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, sob a responsabilidade da mineradora Samarco, na cidade de Mariana (MG).
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Toda a lama da barragem que contaminou o rio Doce, devido à sua toxicidade, tornou-se o maior desastre ambiental do Brasil e, também, um crime social.

Nos dias de hoje, quase não falamos mais da tragédia que ocorreu em 2015, onde famílias perderam pessoas queridas e tudo que tinham. Foram 34 milhões de metros cúbicos de lama, descendo as montanhas de Minas como avalanche. Boa parte da área atingida pelo rompimento barragem de Fundão é de difícil acesso, em regiões rurais.

Bento Rodrigues é o vilarejo mais atingido pelo rompimento da barragem de Fundão. O que ainda resta ali são os destroços das casas que tiveram que ser abandonadas pelos seus moradores.

Devemos sempre nos lembrar e cobrar às autoridades competentes que atuem sobre o caso.

"A cidade de Mariana não é mais notícia. Já se foram dois anos da maior tragédia ambiental do Brasil e quase nada foi feito. Fui até Bento Rodrigues, distrito devastado da cidade. Vi a as casas, as ruas, o bar, a escola. Testemunhei a ação do tempo numa cidade fantasma. Mariana não pode cair no esquecimento. Nós não podemos deixar" (Mariana Ximenes).

A Samarco

A barragem de Fundão estava localizada no distrito de Bento Rodrigues, a 35 km de Mariana. A Samarco Mineração S.A. é um empreendimento conjunto entre as maiores mineradoras do mundo, a brasileira Vale S.A. (antiga Vale do Rio doce, aliás, nem daria mais para usar esse nome, já que a mineradora foi uma das responsáveis por acabar com o rio), e a anglo-americana BHP Billiton.

Embora a Samarco tenha criado uma fundação terceirizada para lidar com as indenizações das famílias afetadas pelo desastre, este já ocorreu e não há como remediá-lo. Ambientalmente, a Fundação Renova estima que seriam necessárias 20 milhões de mudas para recuperar as matas ciliares destruídas pelo rio de lama que devastou Bento Rodrigues e chegou à foz do rio Doce, no Espírito Santo.

O processo judicial contra a Samarco, que incrimina vários de seus executivos, foi suspenso e apenas 1% das multas foi pago às famílias. Sem falar que eles continuam impunes.

De acordo com ambientalistas, os danos ambientais são irreversíveis: por cerca de 100 anos, o mar ainda sofrerá com os rejeitos depositados no rio Doce e várias espécies animais e vegetais correm risco de extinção.

Mesmo que o meio ambientai não possa ser mais recuperado, é imprescindível que sejam responsabilizados aqueles que foram negligentes com a questão da segurança da barragem, sendo cientes dos riscos que esse descuido podia causar.

Fonte: Greenme - Farei bem à Terra

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